Os Problemas (alguns)

J√° se gastou bastante tempo com conversas sobre a melhoria do n√≠vel do ensino nacional. Fizeram v√°rios slogans e frases ‚Äúde efeito‚ÄĚ ou de defeito: A educa√ß√£o √© um direito de todos.¬† A mais recente, P√°tria Educadora. Na verdade, foram apenas frases e slogans mas nunca sa√≠ram do papel. A educa√ß√£o continua na UTI, respirando por aparelhos. Sem perspectiva de abrir os olhos para dizer: ainda vivo!

Fora os problemas t√©cnicos e institucionais temos o sucateamento das escolas. Uma boa parte dos professores j√° passaram do tempo de aposentar mas n√£o o fazem porque perder√£o dinheiro. J√° est√£o ‚Äúvelhos‚ÄĚ e doentes; temos os baixos sal√°rios a forma√ß√£o prec√°ria dos profissionais que v√™em hoje na educa√ß√£o um bico. Esses problemas se aliam ao fator socioecon√īmico da popula√ß√£o atendida por essas escolas. A√≠ √© de chorar!

Triste Realidade

Milito na escola p√ļblica como docente de um curso t√©cnico em inform√°tica que o pr√≥prio governo fez quest√£o de desativar. At√© hoje n√£o sei o porqu√™? A¬†educa√ß√£o p√ļblica √© tratada assim. Ao mesmo tempo √© imputado aos professores a m√° qualidade do ensino e o aumento no √≠ndice de reprova√ß√£o. Algumas escolas s√£o fechadas ao mesmo tempo em que o crime aumenta em todas as esferas da sociedade, principalmente relacionado aos crimes do colarinho branco: somos roubados por aqueles que deveriam ser os mais honestos. N√£o h√° motivos para que haja professores em sala de aula assim como n√£o h√° motivos para que o aluno queira estudar.

Quando vemos uma escola p√ļblica produzindo conte√ļdo pode apostar que √© um professor ou no m√°ximo dois que querem fazer a diferen√ßa, n√£o para eles mas para uma turma, cada vez menor, de jovens que querem fazer a diferen√ßa e mostrar aos familiares e aos amigos que estudar vale √† pena.