A Visão do Todo

A educação pública no Brasil, excetuando-se raros ambientes, é uma curva descendente e aguda. 

Primeiro: o afastamento de professores não está só ligado às responsabilidades que envolvem a profissão. Temos o efeito poder público: as secretarias de educação, conselhos tutelares entre outras cobranças que na maioria dos casos não ajuda em nada. 

Segundo: não há professores que suportem a falta de respeito dos alunos, ameaças a sua integridade física e moral e que, em muitos casos, essas ameaças se consumam em lesões graves ou até assassinatos.

Terceiro: a falta da reposição das perdas salariais, incentivos à prática docente, excesso de cobrança e uma falta de perspectiva de crescimento na carreira entediam e deprimem qualquer profissional, mas o professor… .

Os três pontos combinados levam o profissional de educação a adquirir doenças físicas e mentais.

Professor: um “bico”

Chegaram a dizer que a profissão de professor virou um bico. Porém, se não melhorar as condições de trabalho, certamente o será. E parece que este dia está chegando. Citando a professora Cláudia Costin “em vez de contratar o professor para 10 ou 16 horas – o que fortalece uma visão absurda de que ser professor é “bico” -, contratá-lo para 40h, e numa única escola, para ele não ficar percorrendo bairros ou cidades, seja no ensino público ou privado. Professor tem que ser uma profissão!”

Até Quando?

As reportagens de violações de normas de conduta dos colégios públicos está ficando cada vez pior. Leiam em: 

https://istoe.com.br/absurdo-alunos-desfilam-com-fuzis-e-pistolas-de-brinquedo-em-colegio/

Esta reportagem fala sobre alunos de um colégio público em São Gonçalo-RJ que aparecem em fotos exibindo armas de brinquedo e dançando funk. Dançar é um direito de quem se identifica com esse gênero musical, entretanto fazer apologia ao uso de armas….

Esses alunos recebem a lição do próprio governador do Estado do Rio: política de enfrentamento e a educação relegado à último plano. 

A direção do colégio vai chamar os pais desses menores para uma reunião para saber o que fazer.

Até quando, nós, professores, aguentaremos esse tipo de afronta? 

O estado ficará omisso na sua missão de melhorar a segurança e o ensino até o fim do governo?

Quando senhor Governador e o senhor Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro farão alguma coisa?