A Epidemia Da Eleição

Nosso país está com as estruturas sociais, econômicas, judiciais, executivas e legislativas bicudas.

Além dessas lutas, tem uma pandemia e, por conta disso, muito coisa entrou em atraso na execução ou está com seu tempo acabando.

Estamos às portas das eleições municipais que, embora seja fácil votar, pois são apenas dois cargos, o futuro presidente do TSE, o Ministro do STF Luís Roberto Barroso já sinalizou sua preocupação.

O TSE precisa realizar o teste das urnas eletrônicas, as convenções partidárias precisam acontecer até 5 de agosto, treinamento de mesários, presidentes de seção, enfim todo o processo de eleição está com uma espada no pescoço.

Há possibilidade de adiamento? Ele não quer jogar com essa carta mas… . Como eu citei acima, o tempo e o coronavírus tornaram-se objetos do pleito e podem definir a eleição esse ano no Brasil.

Muito dinheiro está sendo gasto com os municípios (125 bilhões de reais numa paulada só) e ainda vem mais para aparelhar e tentar conter a pandemia. É bem provável, segundo a rapaziada do cálculo, que leve uns três anos para uma recuperação tímida.

Então, quem quiser ser eleito prefeito ou vereador para a próxima legislatura não verá dinheiro tão cedo. Quem sabe a pandemia veio acabar com nossa epidemia eleitoral?