O Protagonismo Juvenil

As Competências Gerais da Educação Básica

Essas competências gerais serão o guia da Educação Básica (Ensino Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio) no Brasil a partir de 2022.

“Na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.” BNCC 

A competência geral número 1 tem a seguinte redação: “Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.”

Quando eu valorizo o conhecimento adquirido do jovem aplicando-o no contexto escolar chamo esse jovem para participar ativamente na construção do conhecimento junto com outros colegas de turma.

Faço com que o aluno se torne o protagonista na construção dos seus saberes e do seu projeto de vida.

Muita gente está indo contra esse protagonismo juvenil, mas a história de um adolescente macedônio nos mostra que é possível agregar esse valor ao modelo de ensino proposto pela BNCC.

 Alexandre, O Grande

Alexandre, era descendente de Filipe, rei do império macedônio.

Filipe, um rei sábio mas implacável com o inimigo. Quem não se subjugou por vontade própria caiu pela força.

Mas concentramos nosso texto em Alexandre.

Os cavalos de batalha mais belos, fortes e poderosos eram de Tessália. E numa das compras em que Filipe havia feito desses animais, um se destacava pela imponência e pouca docilidade. Era um belo animal! 

Porém, ninguém conseguiu montá-lo. Agitado, arredio e forte, muito forte.

Filipe já estava desistindo da compra quando Alexandre chegou e, olhando bem para o animal, pediu para montá-lo. Viu que nenhum dos mais velhos e experientes domadores nada queriam com aquela “besta”.

Filipe queixou-se com Alexandre de importunação para com os mais velhos mas, com a insistência do adolescente em querer domar o cavalo, Filipe fez uma aposta com o filho: treze talentos de prata (um talento de prata equivale a 60 mil reais). 

Muito bem, Alexandre não só montou o cavalo como cavalgou de um lado para o outro no campo onde se encontrava.

Como ele conseguiu?

Só o jovem Alexandre percebeu que o cavalo estava agitado porque estava assustado com sua sombra. 

Ele virou o cavalo a favor do sol, de modo que a sombra desapareceu, o cavalo se acalmou e então ele montou o animal.

O Protagonismo Juvenil

Essa ação de Alexandre é protagonismo juvenil! Não é importunação como achou seu pai que, logo depois do feito de Alexandre, segundo Plutarco, Filipe chorou e disse: “Terás de encontrar teu próprio reino para reger; a Macedônia será pequena demais.”

Esta é a inspiração que o jovem também pode despertar no professor que o acolher.

Veja, é um trabalho de mão dupla, aluno/professor. Assim como Filipe permitiu que seu filho, apesar de adolescente, colocasse sua ideia em prática mesmo arriscando a passar o resto da vida pagando uma dívida, para ele, impagável.

E na Macedônia de Filipe e Alexandre, pode apostar que as dívidas eram pagas. Com dinheiro ou com a vida.

O protagonismo de Alexandre permitiu que ele mostrasse a todos que ali estavam, experientes na arte da montaria, que não sabiam de tudo.

Aprendamos com Alexandre mas também aprendamos com Filipe: alguém mais jovem do que nós também tem alguma coisa a dizer ou a ensinar.

luciano.cardozo

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